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As autoras desenvolvem uma reflexão sobre a relação de Pinóquio e a Fada Azul, traçando um paralelo com a relação analítica. Partem da ideia que é somente no aprender da experiência emocional, na relação viva com uma outra mente, que nascemos enquanto ser psíquico e começamos a existir.
Pinóquio tinha uma ânsia em se tornar logo um menino de verdade e pedia que a fada magicamente o transformasse em um. Assim chegam nossos pacientes, procurando sentido, com ânsia de existência, mas muitas vezes esperando da fada azul- psicanalista uma transformação mágica e sem dor. Até mesmo porque ainda não entendem a diferença entre estar vivo e existir, entre ter pensamentos e pensar pensamentos. A busca de saber quem somos de verdade e de transformações que nos aproximem do nosso eu verdadeiro, o mais humano possível, passa pelas experiências vividas e transformadas.
Nascemos todos Pinóquio, originalmente de matéria bruta, com pensamentos inconscientes nunca pensados, que aguarda a companhia de uma outra mente para pensá-los.