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O artigo explora o significado clínico da forte presença do corpo e das ações em análise, em detrimento das associações verbais. Procura-se compreender a função e significado das manifestações em ato e no corpo na clínica dos casos-limite. Busca-se demonstrar a importância de se rever a noção de associatividade, tomando as atuações e manifestações corporais como mensagens enviadas ao entorno, resíduos de uma relação primitiva em que ainda não se dispunha da linguagem verbal como meio de comunicação. Em seguida, utilizando-se recortes clínicos, são investigados aspectos da técnica na clínica dos casos-limite, partindo de considerações relativas à estrutura, dinâmica e angústias fundamentais (abandono-intrusão) dos pacientes fronteiriços. Conclui-se que intervenções que se dão em um espaço intermediário favorecem a construção de uma relação menos verticalizada e de um campo comunicacional onde o paciente pode se apresentar com mais liberdade e confiança. Em termos de técnica propõe-se também ser fundamental a utilização do modelo do jogo de esconde-esconde no trabalho com estes pacientes, cujo cerne é a busca do delicado equilíbrio entre proximidade e distância.