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A expressão Resiliência vem ocupando um lugar de destaque nesses nos últimos anos no campo psicanalítico. A proposta da pesquisa foi investigar a concepção entre psicanalistas sobre o conceito de Resiliência, compreendendo sua inserção e aplicabilidade na perspectiva de produção de conhecimento psicanalítico. Utilizou-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, com amostra composta por dez analistas didatas oriundos de uma instituição psicanalítica da região sul do Brasil e o instrumento utilizado para essa coleta foi uma entrevista semi-estruturada. Através do material coletado foi possível construir quatro Categorias Finais: (1) A inegável complexidade implicada na origem e na definição conceitual da Resiliência; (2) Potenciais técnicos da Resiliência: Interlocuções e Efeitos a partir da perspectiva da Clínica Psicanalítica; (3) Vias e Vicissitudes sobre o Ser Resiliente: Condições, características e desenvolvimento; e, (4) Associação entre clínica do trauma e os recursos do sujeito - a Resiliência em discussão. Concluiu-se que a Resiliência pode ser entendida como uma das facetas da personalidade, está imbricada na Equação Etiológica. Relaciona-se com a capacidade de insight e elaboração do sujeito, ou seja, trata-se de possuir condição de pensar as experiências e aceitar adentrar nos seus conteúdos internos e tomar contato com as angústias.