PRETENDEMOS, ao renovar o aspecto gráfico da nossa Revista, exprimir o esforço de mudança e de melhoria que queremos implementar na Revista Portuguesa de Psicanálise, e na Psicanálise em Portugal.
Queremos fazer da Revista Portuguesa de Psicanálise um lugar de comunicação dos psicanalistas portugueses, um espaço de partilha de experiência e de pensamento, um estímulo ao desenvolvimento da teoria e da clínica psicanalíticas.
Freud desenvolveu, a par de uma obra muito vasta e profundamente original, um trabalho de divulgação imparável, dessa mesma obra. Criou grupos de discussão, proferiu conferências, promoveu Congressos, escreveu e publicou. Os seus escritos repartem-se por vários géneros – artigos científicos, casos clínicos, história, biografia, cartas, palestras. É o seu exemplo que nos move. Praticamos a psicanálise em relações duais que estabelecemos com os nossos pacientes. Sentimos como indispensável ao nosso próprio desenvolvimento profissional e pessoal, e ao desenvolvimento da psicanálise, a abertura das nossas relações, num espaço de escrita, aos Colegas, aos interessados em psicanálise, à comunidade científica e culta, em geral.
Aguardaremos com o maior interesse o envio de textos originais que, com rigor e honestidade científicos, contribuam para aumentar o conhecimento da psicanálise. Apelamos especialmente aos Colegas da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Agradecemos aos Autores cujas contribuições temos a satisfação de apresentar no presente número.
Manuela Ferraz da Costa e Rui Coelho