“A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América; mas estes dois impulsos, tão diferentes em dignidade e resultados, brotam ambos de um fundo intrinsecamente precioso, a actividade do espírito.”
O pedido para organizar uma biografia cronológica sucinta de Pedro Luzes deixou-me mergulhada num conflito. Como o fazer, se os elementos objectivos decorrentes de toda a sua carreira profissional dificilmente seriam capazes de revelar a profundidade e densidade da sua personalidade?
Psicanalista. Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association.
Num encontro que tive com Pedro Luzes meses atrás, transmitiu-me o desejo que o seu percurso de vida pudesse comunicar toda a sua ligação interna e afectiva à Psicanálise. Seguramente não o saberei fazer à altura da sua craveira, mas se conseguir deixar os sinais do “motor” que dirigia toda a sua vitalidade no trabalho psicanalítico e da curiosidade por tudo o que o rodeava, já terei conseguido realizar a minha simples homenagem e transmitir toda a minha gratidão.
Conheci Pedro Luzes nos anos 70, no pós vinte cinco de Abril, altura em que eu dava os primeiros passos nos estudos de Psicologia. Luzes leccionava a cadeira de Introdução à Psicanálise no Instituto Superior de Psicologia Aplicada em Lisboa.
Logo então admirei o seu amor à psicanálise bem expresso no modo como conseguia comunicar essa ciência do inconsciente. Através da riqueza dos casos clínicos que apresentava ilustrava, de uma forma quase vivida, a sua experiência, o seu gosto pela investigação e o seu amor a Freud. As referências culturais estavam sempre presentes nas suas aulas, colocando a psicanálise num território que se abria a outros horizontes.
Essa marca deixada por Luzes, enquanto professor, levou-me, mais tarde, a procurá-lo quando tive de escolher um analista didacta.
Sem detalhar esse nosso primeiro encontro direi que não o considerei um homem de fácil acesso, mas tal só acicatou em mim o desejo de poder fazer com ele um trabalho analítico.
Se introduzo estas referências pessoais faço-o apenas no sentido de ressaltar alguns aspectos da sua personalidade onde o rigor, a intuição, a criatividade e a capacidade de surpreender são pedras-chave. A imagem inicial de investigador apaixonado, de homem de cultura, de personalidade íntegra, pôde enriquecer-se no conhecimento decorrente do trabalho analítico e, mais tarde, no trabalho que presenciei no seio da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Em Luzes a Psicanálise cruzava-se com uma riqueza de outros interesses que formavam como que uma rede em diálogo permanente: neurologia, psicologia, psicanálise, filosofia, história, literatura, artes…
Quando, mais tarde, pude aprofundar o meu conhecimento com Pedro Luzes, num contexto institucional e mais pessoal, pude confirmar que estas diferentes áreas de interesse não eram um somatório acumulado de conhecimentos, mas algo que se aproximava muito mais da ideia que formara do iluminista, onde se evidenciava uma articulação e integração de saberes.
Pedro Luzes, oriundo de uma família com uma antiga cultura médica, como ele próprio nos diz no seu currículo, foi beber aí a escolha da carreira. A escolha da especialidade de neurologia, muito diferente da do seu pai, cirurgião geral, apontava já para outro tipo de preocupações que se aproximavam da necessidade de compreender os fenómenos da mente humana. Neste domínio entrelaçam-se a neurologia, a psiquiatria, a psicologia, a filosofia e a psicanálise.
Todas estas teclas do piano foram tocadas por Luzes que, tal como o fundador da psicanálise, foi um questionador permanentemente insatisfeito.
Se foi buscar às raízes familiares o interesse pela medicina, o interesse pela neurologia recebeu um importante estímulo de um grande neurologista e psiquiatra da época, Diogo Furtado, director do Serviço de Neurologia de Santo António dos Capuchos e, mais tarde, seu sogro.
As famílias de Luzes e Furtado estavam ligadas por laços de amizade antigos. Diogo Furtado teve para Pedro Luzes um papel transferencial paterno e em muitos dos seus ensinamentos e modo de pensar foi buscar energia para os voos que o levaram à Suíça, quer no âmbito neurológico e psiquiátrico quer no nível psicanalítico.
Diogo Furtado foi, na época, um cientista ímpar, que aliava a precisão da observação clínica e científica à brilhante capacidade comunicativa. Esta sua personalidade exerceu em Pedro Luzes um efeito seminal e catalisador no seu desenvolvimento pessoal e científico. Também Diogo Furtado não se confinara aos domínios da neurologia e psiquiatria em que era um expert. Para além do rigor e do enciclopedismo que o caracterizavam, também percorria os domínios artísticos, literários e políticos, ligando a medicina à cultura.
Após a morte de Diogo Furtado, Pedro Luzes dedicou-lhe três artigos de homenagem. Vemos, por exemplo, em “Diogo Furtado: Retrato Psicológico” a profunda admiração que nutriu pela sua personalidade, pelo seu trabalho, pelo seu espírito livre, que o levou além fronteiras a procurar compensações para as restrições existentes na época em que viveu. Dele, cito esta passagem: “Não sei como foram redigidos os seus primeiros trabalhos. Mas na fase de maturidade quando melhor o conheci, ele tinha tal domínio dos assuntos da sua especialidade e das disciplinas conexas que era capaz de falar em público, de fazer uma conferência longa sobre determinado tema, sem necessidade de previamente preparar a mínima nota ou plano do que ia dizer. Como cientista a sua falta de constrangimento evocava a conversa com amigos em torno da lareira. Combinado
com esta espontaneidade, mostrava um rigor de encadeamento lógico que tornava claros os assuntos de mais fácil compreensão.
Os seus “escritos” resultavam de um método de composição que nada tinha a ver com a escrita. Os trabalhos destinados às revistas médicas, aos Congressos, eram ditados para um dictafone, donde depois as secretárias os recolhiam. Os temas estavam arrumados na sua cabeça com tal rigor e exactidão que esses artigos eram ditados de um jacto, sem interrupções, sem necessidade de parar para consultar qualquer livro, onde pudesse respigar um facto, um número, uma referência. Uma vez o artigo publicado ou a conferência realizada, os seus discípulos que tinham assistido a este invulgar processo de composição, constatavam admirados que as matérias mais complexas eram tratadas com uma minúcia extraordinária, nada tendo sido esquecido, não havendo a corrigir nem lapsos nem enganos. (…)
Vale a pena considerar os métodos de composição de Diogo Furtado à luz de dois exemplos comparativos.
O primeiro tem como protagonista Fernando Pessoa e colhi-o no livro de Georg Rudolf Lind sobre “A teoria poética de Fernando Pessoa”. Fernando Pessoa em uma carta a Mário Beirão, citada nesta obra, conta como “escreveu” um soneto ao ser acompanhado na rua por uma trovoada e enquanto corria apressado para casa (apressado e assustado, pois Fernando Pessoa tinha a fobia das trovoadas). E esse poema que foi composto na sua cabeça e só depois transposto para o papel, apesar das circunstâncias em que foi composto, é tão calmo e tão conexo como outras coisas que o poeta escreveu. O outro exemplo comparativo que desejava citar são os estudos feitos por Binet (célebre psicólogo originador com Simon dos primeiros testes mentais) sobre os campeões de xadrez. Binet tinha imaginado que os campeões de xadrez que jogam “às cegas” várias partidas simultâneas, seriam dotados de uma imaginação visual, capaz de reproduzir quase fotograficamente os diferentes tabuleiros de xadrez. Interrogando campeões de diverso países do mundo e fazendo jogar campeões franceses no seu laboratório de Paris, Binet constatou que realmente isto não se passava assim.
Os grandes mestres de xadrez, embora pudessem reter ou memorizar visualmente a posição de várias peças ou movimentos isolados de cada peça, em geral tinham uma representação mais abstracta do jogo. O que retinham de cada partida simultânea, eram representações globais de movimentos, de “linhas de força” de conexões lógicas que indicavam a perspectiva geral dos jogos e não os seus detalhes.
A organização mental que permitia a Diogo Furtado compor de improviso as suas brilhantes comunicações, suponho que deveria ser intermediária entre os dois fenómenos descritos. Ele deveria ter uma memória verbal do tipo da de Pessoa que lhe dava azo a manipular as palavras e compor frases complexas, sem necessidade de as escrever. Isto dar-lhe-ia a grande facilidade de elocução que o caracterizava. Por outro lado teria a noção das ligações lógicas independentemente das palavras, tal como sucede para os grandes jogadores de xadrez. Esta última capacidade dar-lhe-ia a fluidez do falar, sem qualquer memorização prévia dos termos“.
Se transcrevi esta extensa passagem do seu artigo foi porque, a meu ver, ela dá muito bem conta não só da profunda admiração e importância que a personalidade de Diogo Furtado exerceu sobre Pedro Luzes, como nos mostra já a capacidade de Luzes analisar, à luz do método comparativo, os aspectos do funcionamento mental e psíquico de um autor, o que tão bem veio a desenvolver mais tarde em numerosos artigos versando a organização psíquica de escritores, poetas, pintores, cientistas, de que é exemplo mais notável Eça de Queirós.
No princípio dos anos cinquenta, Luzes ingressou no Internato de Neurologia, estagiando no serviço de Diogo Furtado que terá visto nele uma personalidade muito estimulada pelo desejo de conhecimento. Também Furtado se interessara por Freud e pela psicanálise, como o atesta uma conferência que realizou em 1959 e que denota uma assimilação inteligente e plena de admiração pelos novos saberes (publicada na antologia organizada em 1997 por Pedro Luzes “Cem Anos de Psicanálise”). Não admira pois que tivesse incentivado os seus discípulos a caminharem na busca desses ensinamentos, como o fez relativamente a Francisco Alvim e a Pedro Luzes.
Assim, Luzes, em Maio de 1955, parte em direcção a Genebra, sendo recebido por Eric Martin, amigo de Diogo Furtado.
Luzes, querendo romper os espartilhos das limitações científicas dos anos cinquenta em Portugal, rumou a Genebra para se abrir ao conhecimento psicanalítico e para continuar a aprofundar a sua formação como neurologista, estagiando com Marcel Monnier, brilhante neurologista suíço, pioneiro dos estudos electroencefalográficos em Genebra.
Ao mesmo tempo que trabalhava em neurologia, como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, iniciava a sua primeira análise com Michel Gressot, psicanalista e professor da Sociedade Suíça de Psicanálise e, também ele, com uma profunda formação humanística e filosófica.
É contudo a sua segunda analista, Marcelle Spira, que tem para Luzes um papel mais marcante.
Spira fizera a sua formação como psicanalista de adultos e de crianças na Argentina, com um grupo de psicanalistas kleinianos – Marie Langer (sua analista), os Pichon-Rivière, os Baranger e Heinrich Racker. No pós-guerra estabelecera-se em Genebra, onde conheceu Melanie Klein – aquando do Congresso Internacional em Genebra –, com quem depois se correspondeu.
Spira era possuidora de uma criatividade interpretativa que fez escola e de uma paixão pela psicanálise que conseguiu vencer as barreiras daqueles que então não olhavam com bons olhos as ideias kleinianas. Nos textos que deixou publicados Spira trabalhou as questões da criatividade e da interpretação, considerando a dimensão corporal da experiência analítica e a sensorialidade, fontes de inspiração do psicanalista. Estas questões sugerem-nos aspectos posteriormente investigados por Pedro Luzes em trabalhos seus, como “Da Emoção ao Pensamento”.
Luzes, na sua formação na Suíça, seguramente marcado pela sua segunda analista, interessou-se cedo pela psicanálise de crianças e pela psicologia infantil, tornando-se um psicanalista claramente identificado com a psicanálise kleiniana. Como se pode ver pelo seu percurso, paralelamente à formação psicanalítica seguiu cursos de psicologia com Jean Piaget e trabalhou com Ajuriaguerra, duas figuras cimeiras no conhecimento do desenvolvimento infantil e da sua psicopatologia. Se a psicanálise se tornava a sua grande paixão, a sua curiosidade percorria caminhos que se dirigiam para múltiplas direcções, enriquecendo assim o seu modo de compreensão psicanalítico. O conhecimento da História, com uma ênfase particular na Antiguidade Clássica, levaram-no a fazer numerosas viagens pela Grécia, Itália e Egipto, procurando sempre enriquecer o seu saber. A mitologia foi um domínio que lhe foi particularmente querido, seguindo os passos de Freud, e em muitos dos seus trabalhos de psicanálise aplicada pôde utilizar estes seus conhecimentos surpreendendo e maravilhando os seus ouvintes.
Os oito anos que viveu em Genebra foram anos de grande desenvolvimento, de trabalho intenso e de produtividade criativa que o integraram plenamente no meio psicanalítico suíço. Contudo, a grande amizade e admiração que nutria por Diogo Furtado levou-o a desejar regressar a Portugal ao ter conhecimento da gravidade da sua doença.
Entretanto, a génese da futura Sociedade Portuguesa de Psicanálise dera os seus primeiros passos, em 1957, com a constituição da Sociedade
Luso-Espanhola de Psicanálise que, na parte portuguesa, contou com a iniciativa de Francisco Alvim e Pedro Luzes.
Com o seu regresso a Lisboa e com a vinda, tempos antes, de Francisco Alvim, as primeiras pedras da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, vão ser, efectivamente erigidas.
O sonho materializava-se.
1927 (6 de Agosto) – Nascimento de Pedro Rodrigues Formigal Luzes, filho de Armando Formigal Luzes e de Maria Emília Rodrigues Luzes.
1950 – Conclusão do curso de Medicina, com média final de 18 valores.
Concurso para o Internato Geral dos Hospitais Civis de Lisboa, com prestação de provas públicas.
1951/1952 – Estágio posterior em Serviços de Medicina e Cirurgia.
1952 – Concurso para o Internato Complementar de Neurologia dos Hospitais Civis de Lisboa com prestação de provas públicas.
1953/1954 – Estágio no Serviço do Hospital de Santo António dos Capuchos (Director Prof. Diogo Furtado).
1953 – Publicação de “Tempo de circulação entero-pulmonar”, pela Revista Clínica, Higiene e Hidrologia.
1954 – Estágio de alguns meses no Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda.
Publicação de “Síndrome de Guillain-Barré: Quatro casos tratados pelo A.C.T.H. e cortisona”, trabalho realizado no Serviço de Neurologia dos H.C.L. (Prof. Diogo Furtado), no Jornal do Médico e no Boletim Clínico dos Hospitais Civis de Lisboa .
Publicação de “Syndrome de Guillain-Barré: quatre cas traités par l'A.C.T.H. et le cortisone”, pela Revue Neurologique.
Publicação de “Enxaquecas” (estudo baseado em 120 casos), no Jornal do Médico.
Publicação de “Tratamento do parkinsonismo com especial referência a um novo anti-parkinsónico”, trabalho realizado no Serviço de Neurologia dos H.C.L – Prof. Diogo Furtado, no Jornal do Médico.
1955 – Estágio de 3 meses no Queen's Square Hospital for Nervous Diseases, para frequência de curso de pós-graduação em Neurologia.
Publicação de “Simpósio sobre Cefaleias” (VII Curso de Aperfeiçoamento, da Ordem dos Médicos de Lisboa), em colaboração com Diogo Furtado, Domingos Machado e Miranda Rodrigues, na revista “O Médico”.
Publicação de “Amiotrofia espinal sifilítica”, em colaboração com Miranda Rodrigues, na “ Revista Médica Portuguesa”.
Prémio do Internato de 1955, pelo trabalho “Polinevrites” (trabalho do Serviço de Neurologia dos Hospitais Civis de Lisboa – Prof. Diogo Furtado), que será, posteriormente, publicado no “Boletim Clínico dos Hospitais Civis de Lisboa” (em ).
Ida para a Genebra (em Maio de ), para iniciar formação psicanalítica, e onde permanecerá até Maio de 1963.
1955-1958 – Bolseiro do Instituto de Alta Cultura em Genebra.
1955-1956 – Estágio em Genebra, no Laboratório de Electroencefalografia e Neurofisiologia do Prof. Marcel Monnier.
1955-1963 – O seu training como psicanalista decorreu neste período.
Fez uma primeira psicanálise didáctica com Michel Gressot e uma segunda, com a duração de 5 anos, com Marcelle Spira.
1956 – Publicação de “Organização das Policlínicas Universitárias de Genebra” (estudo feito a pedido do Enfermeiro-Mor dos Hospitais Civis de Lisboa, Dr. Emílio Faro) no “Boletim Clínico dos Hospitais Civis de Lisboa”.
Publicação de “Freud e a Medicina”, trabalho comemorativo do centenário do nascimento de Freud em colaboração com Francisco Alvim, no jornal “O Médico”.
1957 – Publicação de “Edema cerebral traumático” (a propósito de dois casos com sintomas sugestivos de hematoma intracraneano; em colaboração com E. Moradas Ferreira), no “Jornal do Médico”.
Publicou com M. Monnier um trabalho de investigação clínica. Participou nos trabalhos de electroencefalografia e nos trabalhos experimentais de neurofisiologia do Prof. Monnier.
Publicação, na “Acta Endocrinológica” (Suíça) de “Classification et interprétation electo-encéphalographique des obésités”, trabalho realizado no Laboratoire de Neurophysiologie Appliqué, Genève (Prof. M. Monnier), em colaboração com Marcel Monnier.
Seminários e lições de Psicologia Dinâmica para o “Service du Tuteur Général”, serviço que prestava auxílio técnico e financeiro de assistentes sociais a todas as crianças do Cantão de Genebra que necessitavam de tutoria.
Associou-se com Francisco Alvim e dois psicanalistas espanhóis, formando a Sociedade Luso-Espanhola de Psicanálise, reconhecida em 1957 no Congresso Internacional de Psicanálise em Paris, sociedade que se manteve até 1966, altura em que foi criado o Grupo de Estudos Psicanalíticos Português, pelos psicanalistas portugueses a que, entretanto, se viera juntar João dos Santos.
1958 – Autorizado pelas entidades oficiais do Cantão de Genebra a praticar psicanálise em consultório privado.
Fez supervisões com vários analistas suíços entre os quais Raymond Saussure.
Fez supervisão com psicanalistas ingleses que se deslocavam a Genebra. Mais tarde, a partir de Lisboa, realizou numerosas viagens a Londres para desenvolvimento da sua preparação no campo da técnica psicanalítica, através de supervisões com Hanna Segal e Rosenfeld.
Participou activamente em todos os Seminários realizados em Genebra para a formação psicanalítica.
Seguiu os cursos de Psicologia de Jean Piaget na Universidade de Genebra.
1959 – Concurso de provas públicas para Neurologista dos Hospitais Civis de Lisboa, inscrevendo-se, posteriormente, como especialista em Neurologia na Ordem dos Médicos.
1959-1960 – Professor de Psicologia na “École de Commerce” em Genebra.
1959-1963 – Estágio nos serviços ligados à Cátedra de Psiquiatria de Genebra, dirigida pelo Prof. Juan de Ajuriaguerra.
1959-1963 – Fez treino em Psicanálise de crianças com supervisões regulares.
1960 – O seu trabalho “Psicanálise das Psicoses” é publicado no “Jornal do Médico”. Publicação de “Problemas da Adolescência”, na Revista “Seara Nova”.
Apresentou à Sociedade Suíça de Psicanálise um trabalho clínico e outro teórico, que conduziram à sua nomeação, sucessivamente, como Membro Aderente e como Membro Titular e Didáctico da Sociedade Suíça de Psicanálise, tendo conservado a sua qualidade de Membro Titular e Didacta da Sociedade Suíça de Psicanálise.
1961-1962 – Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Ocupou-se de doentes internados e de doentes seguidos em ambulatório. Teve contacto com a Psiquiatria de Adultos e com a Psiquiatria Infantil (“Policlinique Psychiatrique – Section Enfants” que funcionava na “Clinique Infantile Universitaire”).
Foi contratado pelo Prof. Ajuriaguerra como Assistente, nos períodos não cobertos por bolsas de estudo.
Em Genebra trabalhou em colaboração estreita com a Psicologia quer na “Policlinique Psychiatrique – Section Enfants” quer no “Centre Médico-Pédagogique”, dirigidos ambos por Ajuriaguerra.
1962 – Publicação de “O Inconsciente na criação artística”, no “Jornal do Médico”.
Publicação, na Revista “L'Hygiène Mental”, de “L'hospitalisme psychiatrique vue à travers la Psychothérapie Pavillonaire”, trabalho realizado na Clinique Universitaire de Psychiatrie de Genève: Prof. J. Ajuriaguerra, em colaboração com G. Cabbabé.
1963 – Regresso a Portugal.
Com o seu regresso a Portugal participou activamente, como analista, na formação didáctica de candidatos portugueses e organizou seminários e programas de estudo, contribuindo para a consolidação do Grupo de Estudos português, a que se vieram juntar no fim dos anos 60, Mário Casimiro, José Flores, António Coimbra de Matos, Jaime Milheiro, Maria Alice Malva do Vale, Orlando Silva Santos, António Santiago Quintas e Maria Antonieta Palmeira.
O seu artigo “Psicopatologia da homossexualidade masculina” é publicado no “Jornal do Médico”.
1964 – Exame na Ordem dos Médicos em Lisboa para especialista em Psiquiatria, sendo admitido por unanimidade.
Publicação de “Neurose e normalidade na criança”, no “Jornal do Médico” e na Revista Portuguesa de Pediatria e Puericultura.
Publicação de “Diogo Furtado, Mestre e Amigo”, no “Jornal do Médico”.
1965 – Lição no I Curso de Psiquiatria para Pós-Graduados, dirigido pelo Prof. Barahona Fernandes, no Centro de Estudos Egas Moniz de Lisboa, sobre “Psicanálise e Psicoterapia das Psicoses ditas Endógenas”.
Lição proferida no XVI Curso de Aperfeiçoamento pela Ordem dos Médicos sobre “Psicofármacos e Psicoterapia no Tratamento das Neuroses”.
1966 – Publicação de “Psicanálise e psicoterapia das psicoses ditas endógenas, no ”Jornal do Médico“.
1966-1967 e 1967-1968 – Ciclo de Conferências na Universidade de Coimbra, destinadas aos alunos de Medicina frequentando a cadeira de Psiquiatria (Prof. Nunes Vicente), intituladas “Introdução à Psicanálise”, com ilustrações clínicas.
1967 – Publicação de “Flash sobre Epicuro”, no “ Jornal do Médico”.
O seu artigo “Le Complexe d' Oedipe” é publicado na “Revue Française de Psychanalyse”.
1968 – Publicação de “Les troubles de la pensée en clinique psychanalytique”, livro publicado pelas P.U.F. em 1968, e que serviu de base para o relatório apresentado ao XIX Congresso de Psicanalistas de Línguas Românicas realizado em Lisboa em 1968; posteriormente (em ) foi publicado, com o mesmo título, na “Revue Française de Psychanalyse”.
1970 – O seu artigo “Recordações da juventude de Diogo Furtado” é publicado na “Revista do Auto Clube Médico”.
Publicação de “As perturbações do pensamento em Psicanálise”, tradução modificada da anterior e preparada a pedido das Sociedades Brasileiras de Psicanálise, na “Revista Brasileira de Psicanálise”.
O trabalho “O que é o pensamento?” é publicado no livro “O I Congresso de Psicanálise em Portugal”, em Lisboa.
Publicação de “La valeur de l'ínterprétation”, na “Revue Française de Psychanalyse”.
Os artigos “Leitura Psicanalítica de ”A Relíquia“ e ”A primeira novela policial portuguesa“ são publicados no ”Diário de Lisboa“ (suplemento literário; 04.03.1970).
1970-1978 – Secretário do Grupo de Estudos Psicanalítico Português, tendo tido um papel decisivo no seu futuro reconhecimento oficial como Sociedade Portuguesa de Psicanálise (Sociedade provisória, a partir de 1977; Sociedade Componente da I.P.A., a partir de 1981).
1972 – Publicação de “No consultório de Freud”, no Diário de Lisboa (25.11.1972).
O artigo “Quatro cartas inéditas de Freud dirigidas a um português” é publicado na Revista Brasileira de Psicanálise.
Convidado pela Sociedade Sueca de Psicanálise e pela Sociedade Finlandesa de Psicanálise a fazer conferências e a discutir casos clínicos apresentados por colegas.
1972-1973 e 1974-1975 – Secretário da Sociedade de Psicanálise. Neste período foi necessário vencer obstáculos de natureza burocrática já que disciplinas como Psicologia e Psicanálise eram olhadas com desconfiança.
1974 – Licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.
Publicação de “Le rêve en tant que précurseur”, na “Revue Française de Psychanalyse”.
O artigo “From Fantasy to Reality in the Transference (a discussion)” é publicado no “International Journal of Psycho-Analysis”.
1975-1976 e 1976-1977 – Assistente contratado e encarregado da cadeira “Introdução a Freud”, no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa.
Convidado a leccionar uma cadeira de “Psicanálise”, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Publicação de “Psicanálise e Desenvolvimento da Criança”, contribuição de 114 páginas para o livro coligido por O. Gouveia Pereira, J. Correia Jesuíno e L. Joyce-Moniz: “Desenvolvimento Psicológico da Criança”, 2.° Tomo, Morais Editores, 1976.
1976-1977 – Secretário da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
1977 – Membro da Comissão Instaladora do Curso Superior de Psicologia de Lisboa e da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Lisboa, onde se manteve até ao termo do seu exercício.
Publicação de “Quatro cartas inéditas de Freud dirigidas a um português”, na revista “Análise Psicológica”.
Convidado pelo Prof. Vaz Serra, da Universidade de Coimbra, a organizar novo ciclo de Conferências de Psicanálise, para alunos de Medicina, frequentando Psiquiatria. Organizou o ciclo de conferências e proferiu a lição inaugural.
Contratado como Assistente, primeiro do Curso Superior de Psicologia Aplicada em Lisboa (I.S.P.A.) e depois na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.
Publicação de “Introdução ao estudo da Neurose Obsessiva”, na “Revista Portuguesa de Psicanálise”.
1977-1979 – Director da Revista Análise Psicológica.
1978-1979 – Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
1978 – Contratado como Assistente do primeiro Curso Superior de Psicologia, depois Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, sendo encarregue das cadeiras de “Psicologia da Motivação e Personalidade I e II” e “Psicoterapias Dinâmicas”.
Publicação dos artigos “Um inédito de Egas Moniz”, “O Mandarim no divã” e “Sobre a vida e obra de Melanie Klein”, na Revista “Análise Psicológica”.
1979 – Presidente da Comissão de Organização do “Congresso da Federação Europeia de Psicanálise”, realizado no Estoril.
“As fantasias sexuais das adolescentes consideradas através dos jogos e através das obras literárias”, comunicação ao “I Congresso Português de Psiquiatria da Adolescência”, em 1979, é publicada no Livro de Comunicações desse Congresso.
Publicação de “Four recently discovered letters by Freud to a Portuguese correspondent”, em colaboração com Malva do Valle, O. Silva Santos e F. Alvim, na “International Review of Psycho-Analysis”.
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Os Sistemas de Treino Analítico nos Países Europeus”, a 22 de Janeiro.
1980-1981 – Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
1980-1984 – Presidente da Associação Portuguesa de Psicologia.
1980 – Director da revista “Psicologia”.
O artigo “L'apport de la psychanalyse des enfants à la théorie psychanalytique” é publicado na “Revue Française de Psychanalyse”.
“Em busca de Eça de Queirós” (a propósito da publicação da “Tragédia da Rua das Flores”) é publicado no “Diário de Notícias” (07.04.1980).
Publicação de “The influence of the theory and practice of psychotherapy upon training for psychoanalysis” (publicado em inglês, francês e alemão) no “Bulletin of the European Psycho-Analytical Federation”.
O seu aritigo “Disturbances of male sexual identity and narcissism” é publicado na “Acta Psiquiátrica Portuguesa”.
1981 – Membro do Programme Committee da International Psycho-Analytical Association, em Helsínquia.
“L'Oedipe dans la culture, la psychanalyse et l' anthropologie”, conferência apresentada conjuntamente com André Green e N. Nicolaidis no “Rencontre Internationale ”Psychologie et Culture“ (organizado pelo Instituto de Ciências Biomédicas do Porto, na Fundação da Casa de Mateus, Vila Real).
Conferência apresentada no âmbito das Comemorações dos XX Anos de Psicanálise em Portugal, na Faculdade de Farmácia de Lisboa.
1981 – Publicação de “O Eros Camoniano”, no livro “Estudos sobre Camões, dedicados ao poeta no IV Centenário da sua morte”, da Imprensa Nacional/Casa da Moeda.
O artigo “Psicanálise e Família” é publicado na Revista “Psicologia”.
“Conflitos de Juventude” é publicado no livro “Seminário sobre política educacional num contexto de crise e transformação social”, da Moraes Editores.
1982 – O seu artigo “The Development of Psycho-Analysis in Portugal” é publicado simultaneamente em inglês, francês e espanhol no “The International Psychoanalytical Association Newsletter”.
Publicação de “Contradições do narcisismo”.
1983 – Membro do Organizing Committee da I.P.A. Conference of Training Analysts, ligado ao Congresso da International Psycho-Analytical Association, em Madrid.
1983 – Publicação de “Da Emoção ao Pensamento” F.P.C.E.
Membro do Nominating Committee (encarregue de designar a lista para os principais cargos dirigentes da I.P.A. para o biénio seguinte), no Congresso da IPA em Madrid.
Publicação de “The influence of the theory and practice of psychotherapy upon training for psychoanalysis”, no livro “Psychoanalytic Training in Europe – Ten years of discussion”.
Conferência “D. Sebastião e o mito do herói” no Encontro “O Sebastianismo na intra e exo-história dos portugueses”, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian.
1984 – Publicação de “Eça de Queirós e a sua morte”, no “Diário de Notícias” (2.° Caderno – Cultura; 22.04.1982) e no jornal “Notícias Médicas” (Ano XIII, 1330, de 30.12.1984).
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Para uma Nova Teoria Psicanalítica das Emoções”, a 19 Janeiro.
Elaborou, sob orientação do Prof. Daniel Widlocher, da Universidade de Paris V, uma Dissertação de Doutoramento em Psicologia Clínica (“Da Emoção ao Pensamento”), apresentada à Universidade de Lisboa em Abril de 1984.
Como Prova Complementar de Doutoramento, realizou um estudo intitulado “O Tema do incesto fraternal na mitologia e na literatura (abordagem psicológica)”.
Publicação de “Vers une nouvelle théorie psychanalytique des émotions”, na “Revue Française de Psychanalyse” (Vol 49(1), Jan-Fév., 327-353) a partir da Comunicação ao “44.° Congresso dos Psicanalistas de Língua Francesa”, realizado no Estoril.
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Observações Psicanalíticas sobre D. Quixote”, a 30 de Outubro.
Professor Auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
Presidente do Congresso dos Psicanalistas de Língua Francesa, que teve lugar no Estoril.
Apresentação de comunicação “Tout est Emotion” no “44ème Congrès des Psychanalystes de Langue Française – De la Nevrose d'Angoisse a l'Hysterie” (8 a 11 Junho de 1984 – Estoril).
Publicação de “Tema do Incesto fraternal na mitologia e na literatura: abordagem psicanalítica”. Universidade de Lisboa, 1984.
Publicação de “Francisco Manuel Barreto Alvim”,na “Revista da Faculdade de Letras”.
1984-1985 – Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Encarregue da cadeira de “Introdução à Psicanálise”, da Faculdade de Letras de Lisboa.
1985 – Conferência na S.P.P. – “O Perfil do Adolescente em Portugal” (19 Novembro).
Conferência “A Neurose infantil como ponto de partida da neurose do adulto”, no “I Simpósio de Dinâmica das Neuroses” (6 e 7 de Dezembro de 1985).
Impulsionador da formação em Psicanálise da Criança, promovida pelo Instituto de Psicanálise, através de Seminários mensais com diversos psicanalistas estrangeiros, como Annie Anzieu, Florence Guignard, Jean Bégoin, D. Meltzer, D. Houzel, Antonino Ferro, durante mais de uma década.
Chairman do Nominating Committee do Congresso da I.P.A. (que designou a lista dos principais cargos da International Psychoanalytical Association).
Assumiu funções de Professor Associado e foi encarregue de coordenar cadeiras relacionadas com a Psicanálise (em Dezembro deste ano).
Fez parte do Council da Federação Europeia de Psicanálise, por inerência do cargo, nos anos em que foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
1986-1988 – Presidente do Instituto de Psicanálise.
1986 – Conferência “Perversidade e agressão nas neuroses” no “II Simpósio de Psicopatologia Dinâmica” (12 e 13 de Dezembro de 1986).
Conferência “Motivo Estético e Neurose” no “II Colóquio da Sociedade Portuguesa de Psicanálise: O Motivo Estético. O interesse pelo Belo e pela Arte” (11 e 12 de Abril de 1986).
Publicação de “Psicologia de casal: realidade e fantasia”, na “Revista Portuguesa de Psicanálise”.
1988 – “Adopção (múltipla e intrafamiliar de Eça de Queirós – ou cessão)” é publicado no Dicionário de Eça de Queirós, A. Campos Matos, Ed. Caminho, 1988.
Publicação de “Presença da Morte na obra de Eça de Queirós” e de “Incesto fraternal” (ambos na Editora Caminho).
1990 – Comentário à Conferência de Carlos Amaral Dias “A Psicanálise e a coisa sexual – de Baco a Platão”, no “VI Simpósio de Psicopatologia Dinâmica – Sexualidade” (9 e 10 de Novembro de 1990).
O artigo “Fact and fantasy in brother-sister incest” é publicado na “International Revue of Psycho-Analysis”.
1991 – Provas de Agregação.
Apresentação da Conferência “Psicanálise e História”, no “VII Colóquio – A Psicanálise perante a História e a Filosofia da Ciência” (19 e 20 de Abril de 1991).
1992 – Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.
Apresentação de Conferência “Os complexos de Laio e de Jocasta”, no “VII Simpósio de Psicopatologia Dinâmica – Édipo Viajante…. Ou a Igualdade perante a Morte” (8 e 9 de Maio de 1992).
Publicação de “Realidade psíquica: sua génese a partir do biológico e das relações objectais”, na “Revista Portuguesa de Psicanálise”.
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “O Feminino nos Homens e o Masculino nas Mulheres”.
1992-1997 – Coordenador do Ramo de Psicologia Clínica, (actualmente designado por Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, até à sua aposentação.
1992-1993 e 1994-1995 – Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
“Aspectos Biográficos Associados aos Progressos Criadores”, apresentado no “VIII Colóquio – Imagens Narcísicas na Literatura e na Arte” (7 e 8 de Maio de 1993).
Comentário à Conferência de Manuel Matos “Zilda, Lodo e Baton – ‘espelhos’ de Alfredo Cortez”.
1993 – Principal impulsionador e membro fundador do Instituto de Psicologia das Relações Humanas.
1994 – Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Máscaras de Édipo” (10 de Fevereiro).
Comentário à Conferência de Jaime Milheiro “Dor no Corpo… Dor Mental” no “VIII Simpósio de Psicopatologia Dinâmica – O Corpo do Delito. A Expressão Psicossomática” (18 e 19 de Março de ).
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Projecção, Paranóia e Homossexualidade” (17 de Novembro).
Conferência “Complexo de Édipo e Realidade Psíquica”, no “IX Colóquio – Fantasia e Realidade em Psicanálise” (11 e 12 de Novembro de 1994).
Coordenador Científico do Centro de Psicologia Clínica e Experimental.
1995 – Comentário à Conferência de António Coimbra de Matos “Da Emoção ao Pensamento: O Afecto no Conhecer do Outro”, no “IX
Simpósio de Psicopatologia Dinâmica – Interfaces Actuais e Futuras da Psicanálise“ (19 e 20 de Maio de 1995).
1996 – O artigo “Vida Erótica de Eça de Queirós e a Crise de 1878” é publicado na “Revista Portuguesa de Psicanálise”.
Publicação de “Freud e a Viena do início do século” (Minerva, ).
Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Metamorfoses de Édipo” (29 de Fevereiro).
Conferência “Neurose Infantil, Complexo de Édipo Sin Plazo” no âmbito do “IV Congresso Ibérico de Psicanálise – Complexo de Édipo, Amor e Morte” (Madrid, 1 a 3 de Novembro de 1996).
1997-1998 e 1999-2000 – Presidente da Direcção do Instituto de Psicanálise.
1997 – Comentário à Conferência de Carlos Amaral Dias “O Símbolo de Bion e Realidade Psíquica”, no Colóquio “Psicanálise e Simbolismo”
(16 e 17 de Maio de 1997).
Publicação de “Cem Anos de Psicanálise” (ISPA, ).
Comentário à Conferência de Jean Paul Descombey “Dificuldades Encontradas na Abordagem Psicanalítica das Dependências Alcoólicas”, no “XI Simpósio – O Vinho e as Rosas: A Psicanálise e os Espinhos do Alcoolismo” (28 e 29 de Novembro de 1997).
1998 – Comentário à Conferência de Frederico Pereira “Sonhar, Ainda” no “XI Colóquio – Sonho, Literatura e Arte” (17 e 18 de Abril de 1998).
Comentário à Conferência de Pere Beá e Joan Coderch “Interpretação: Violência e Experiência” no “V Congresso Ibérico de Psicanálise – Interpretação da Violência, Violência da Interpretação na Sessão Psicanalítica” (30 de Outubro a 1 de Novembro de 1998).
1999 – Conferência “Mitos Antigos/Mitos Modernos”, no “XII Colóquio – O Mito e a Psicanálise” (12 e 13 de Março de 1999).
2000 – Moderador da Mesa “Novos Caminhos na Interpretação dos Sonhos”, no “XIII Colóquio – O Sonho Revisitado: Centenário da Interpretação dos Sonhos” (5 e 6 de Maio de 2000).
2001 – Publicação de “Sob o manto diáfano do realismo: Psicanálise de Eça de Queiroz” (Fim de Século, ).
Impulsionou a criação da “Associação de Psicoterapia Psicanalítica na Infância e nos Adolescentes”, entidade científica que visava promover a investigação e formação na área da psicoterapia psicanalítica. No âmbito desta Associação, Luzes apresentou várias conferências.
Comentário à Conferência de Chantal Lechatier-Atlan “La Grossesse, Mère de Toutes les Separations” no “XIV Colóquio – O Feminino: Um Continente Negro?” (23 e 24 de Novembro de 2001).
2002 – Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Inconsciente e Mitologia” (17 de Janeiro).
Comentário à Conferência de Paul Denis “Les Phobies et Leur Destin”, no “XV Simpósio – Neurose Infantil/Neurose da Criança” (5 e 6 de Julho de 2002).
2003 – Prefaciou o livro “Psicanálise de uma criança. Um caso de autismo secundário”, de Isabel Margarida Pereira (Fim de Século, ).
Comentário à Conferência de João Pina Cabral “A Identidade e as Alteridades” no “XVI Colóquio – Interpretação e Intersubjectividade” (14 e 15 de Novembro de 2003).
2004 – Publicação de “Do Pensamento à Emoção – Perspectivas Psicanalíticas” (Fenda, ).
Presidiu à mesa da Conferência de Carlos Amaral Dias “Terror e Justiça Global” no “XVII Colóquio – Psicanálise e Justiça” (28 e 29 de Maio de 2004).
Presidiu à mesa da Conferência de Celeste Malpique “Fernando Pessoa – Identidade múltipla, como a afirmação do não Ser”, no “XVII Simpósio – Identidade e História de Vida” (19 e 20 de Novembro de 2004).
2005 – Presidiu à mesa da Conferência de Eduardo Marçal Grilo “Educação e Formação em Portugal”, no “XVIII Colóquio – Psicanálise e Educação” (24 e 25 de Junho de 2005).
Comentário à Conferência de Jean Bégoin “A violência do desespero”, no “XVIII Simpósio – Trauma e Violência” (25 e 26 de Novembro de 2005).
2006 – Publicação de “Psicanálise e cultura – Quatro cartas de Freud dirigidas a um português” e de “Freud entre a psiquiatria e a psicanálise – Um longo e complexo percurso”, em “Sigmund Freud, 150 anos depois” (Fenda Edições, ).
Publicação de “Pontes e fronteiras entre a psicanálise e a psiquiatria – uma investigação”, em colaboração com Ana Almeida e Catarina Rebelo Neves, em “Sigmund Freud, 150 anos depois” (Fenda Edições, ).
2007 – Apresentação de Conferência “Neurónios e Mudança”, no “XX Colóquio da Sociedade de Psicanálise: Psicanálise e Mudança” (11 e 12 de Maio de 2007).
Apresentação de Conferência “ Psicanálise de Crianças – o Pequeno Hans… e depois”, no “XIX Simpósio – O Bebé e a Psicanálise” (14 e 15 de Dezembro de 2007).
2008 – Conferência na Sociedade Portuguesa de Psicanálise: “Psicanálise de Salvador Dali” (6 de Novembro).
Publicação de “O fascínio do Oriente na vida e na obra de Garcia d'Orta”, na revista “Afreudite”.
Presidiu à mesa da Conferência de Adriano Moreira “Os Jogos do Poder e o Poder dos Jogos” nos “VI Colóquios do Porto: Psicanálise e Cultura – O Homem e o(s) Jogo(s)”.
2011
Publicação de “Ensaio sobre as perturbações do pensamento em clínica psicanalítica” (Edição Vasco Tavares Santos, Fenda, ).
Esta biografia cronológica foi elaborada tendo por base os seguintes elementos: currículo académico ; registos da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e do Instituto de Psicanálise; bibliografia catalogada pela Biblioteca da Sociedade Portuguesa de Psicanálise; testemunhos e fotografias recolhidos de Pedro Luzes e de Maria Amélia Luzes; elementos fornecidos pelo Professor Bruno Gonçalves (F.P.C.E. da U.L.) e pesquisa bibliográfica.
Sabemos contudo que esta biografia cronológica é certamente incompleta dado que Pedro Luzes publicou ao longo da sua vida múltiplos artigos dispersos por uma grande diversidade de publicações.